ESTUDO DE CASO

Hospedagem Web
na AWS

AUTOR

Lucas Lascasas

DATA

13 de Julho de 2026

CONTEXTO

Introdução de Negócio

Ferramentas de IA como o Lovable tornaram possível criar um site ou o primeiro protótipo de uma plataforma web sem escrever uma linha de código, descrevendo o que se quer e deixando a própria IA montar a interface. Essa forma de criar produtos digitais cresceu tão rápido que, segundo a TechCrunch, o Lovable já passou de 25 milhões de projetos criados, com mais de 100 mil novos projetos surgindo por dia. O problema começa depois que o projeto fica pronto, quando ele precisa sair do ambiente de teste da ferramenta e ganhar um endereço próprio, confiável e preparado para receber visitantes de verdade.

DOR DE NEGÓCIO

O que queremos resolver

Manter um site ou uma plataforma apenas na hospedagem padrão da ferramenta que o criou funciona bem no início, mas cria limitações conforme o projeto cresce.

  • Domínio próprio limitado ou dependente de um subdomínio da ferramenta usada para criar o site;
  • Nenhum controle sobre como o conteúdo é entregue nem sobre a velocidade de carregamento em diferentes regiões do mundo;
  • Falta de um processo automático de publicação, exigindo reenviar o projeto manualmente a cada alteração;
  • Dificuldade em evoluir o projeto para algo além de um site estático, como um sistema com login de usuários e banco de dados.

Esse último ponto costuma pegar quem começou com um site simples desprevenido, porque o dia em que o projeto precisa de um backend de verdade normalmente exige recomeçar a infraestrutura do zero.

SOLUÇÃO

Como resolver na AWS

Uma abordagem eficiente para esse problema é conectar o repositório de código do projeto a uma esteira de publicação automática na AWS, entregando o site com domínio próprio, HTTPS e performance global desde o primeiro deploy. O código gerado no Lovable é sincronizado com um repositório no GitHub, e cada atualização enviada a esse repositório aciona automaticamente o AWS CodePipeline.

O AWS CodeBuild constrói o site e sincroniza os arquivos com um bucket do Amazon S3, dedicado a hospedar o conteúdo. O Amazon CloudFront distribui esse conteúdo globalmente, com HTTPS garantido por um certificado emitido pelo AWS Certificate Manager, e invalida o cache automaticamente a cada novo deploy. O domínio próprio fica sob gestão do Amazon Route 53, sem depender de subdomínio de nenhuma ferramenta de terceiros.

Essa é, aliás, a mesma arquitetura que hospeda o site da Lascasas Consulting que você está lendo agora, com uma diferença: aqui o código não é gerado no Lovable, é escrito e mantido com o Claude Code.

Arquitetura real do site da Lascasas Consulting na AWS

A figura acima representa a arquitetura real que hospeda este site, do repositório no GitHub até a distribuição pelo CloudFront.

Essa mesma esteira não se limita a sites estáticos. Quando o projeto criado no Lovable evolui para uma plataforma completa, com login de usuários, regras de negócio e um banco de dados próprio, a arquitetura se expande sem precisar trocar de fundação. O frontend continua servido pelo S3 e pelo CloudFront, enquanto o backend passa a rodar em Amazon EC2, exposto através de um Amazon API Gateway e conectado a um banco de dados no Amazon RDS.

Arquitetura de uma plataforma completa com frontend gerado no Lovable e backend na AWS

A figura acima representa essa evolução, do mesmo fluxo de publicação do frontend até a camada de backend e banco de dados.

BENEFÍCIOS

Ganhos que a arquitetura traz

Domínio e identidade próprios: o site passa a responder pelo seu próprio domínio, com certificado SSL válido, em vez de um subdomínio da ferramenta usada para criá-lo.

Publicação automática a cada mudança: um push no repositório é suficiente para que a nova versão do site fique no ar, sem reenvio manual de arquivos.

Performance global: o CloudFront entrega o conteúdo a partir do ponto mais próximo de cada visitante, em qualquer parte do mundo.

Custo proporcional ao uso: a cobrança acompanha o tráfego real do site, sem custo fixo de um servidor ocioso.

Caminho de crescimento sem retrabalho: a mesma fundação que hospeda um site estático hoje já comporta login de usuários, banco de dados e backend no dia em que o projeto precisar.

RESULTADOS

Casos na literatura

A Mwave, varejista australiana de tecnologia, migrou sua entrega de conteúdo para o Amazon CloudFront e alcançou uma redução de 60% no custo de entrega de conteúdo e uma melhora de 15% na performance do site, com a migração concluída em duas semanas e sem período de indisponibilidade.

Já um relato técnico publicado no blog da Pluralsight descreve a mesma combinação de S3, CloudFront, Route 53 e um pipeline automático a cada commit, aplicada a um site pessoal de pequena escala. O tempo de carregamento caiu de cerca de 2 segundos para 234 milissegundos, e o custo mensal de hospedagem caiu de aproximadamente US$ 20 para US$ 7.

CONCLUSÃO

Lições aprendidas

Uma esteira de publicação com GitHub, AWS CodePipeline, CodeBuild, Amazon S3, CloudFront e Route 53 transforma um projeto criado em ferramentas como o Lovable em um site profissional, com domínio próprio, entrega automática e performance global.

Mais do que resolver a hospedagem do momento, essa arquitetura acompanha o crescimento do projeto. O mesmo fundamento que publica um site estático hoje já está preparado para sustentar uma plataforma completa, com backend e banco de dados, no dia em que ela precisar.